Você sabe o que é a Síndrome do Edifício Doente?

27 de junho de 2014 | Sem Comentários Voltar

Quando se fala sobre os malefícios da poluição do ar, a primeira coisa que vem à cabeça são os altos níveis de gás carbono emitidos pelas atividades industriais e pela queima de combustíveis fósseis. Porém, não são apenas os ambientes externos que oferecem os riscos à saúde.

Áreas internas com reduzida renovação de ar, ventilação inadequada ou que concentram mofo, fungos, bactérias e tintas, caracterizam a chamada Síndrome do Edifício Doente (SED), um conjunto de doenças respiratórias que, segundo a Organização das Nações Unidas, é responsável por quase 2 milhões de mortes a cada ano.

flickr.com / John Morgan Conjunto de doenças relacionadas à poluição do ar em espaços fechados causa 2 milhões de mortes por ano.

Os primeiros casos da síndrome foram detectados em 1982, quando se constatou que a contaminação do ar interno de um hotel na Filadélfia foi responsável por 182 casos de pneumonia e a morte de 29 pessoas. A Legionella pneumophilla, bactéria causadora da doença, é uma das maiores vilãs da SED, uma vez que sobrevive na água dos dutos do ar condicionado e se espalha pelo ar.

Um edifício é considerado “doente” quando 20% de seus ocupantes apresentam alguma sintomatologia relacionada à permanência no local. Os principais sintomas são: ressecamento da mucosa nasal, lacrimejamento, agravamento dos sintomas de rinite e asma, congestão, irritação nos olhos, nariz, pele e garganta, dores de cabeça, fadiga, falta de concentração e náuseas. Em alguns casos, o simples afastamento do local já é suficiente para eliminar o mal-estar.

Para evitar os problemas relacionados à SED, em 1998, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Portaria Nº 3.523, que estimula a criação de um plano de operação e controle do ar em áreas climatizadas artificialmente. Em virtude da complexidade destes sistemas, é obrigatório que a manutenção dos aparelhos seja feita por profissionais capazes de identificar sujeira, emitir laudos físico, químico e microbiológico sobre a qualidade do ar e realizar a limpeza mais adequada.

Em instituições médicas, este controle é ainda mais importante. Nestes ambientes, a filtração adequada do ar é fundamental para evitar doenças transmitidas pelo ar e diminuir o risco de infecções.

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